KOMPRESS · Engenharia de aplicação

A ferramenta mais barata da sua linha pode ser a mais cara.

Uma ferramenta mal dimensionada pode continuar funcionando e, ainda assim, gerar perda todos os dias. Antes de comparar preços, compare o que acontece depois da compra: quanto ela custa enquanto está trabalhando, enquanto interrompe a produção e enquanto causa dano.

Como a sua planta avalia esse custo: só na compra, ou também durante a operação? Coloque os seus números abaixo e veja a conta dos dois jeitos.
Passo 1

A sua operação

Cinco números definem a escala da conta. Use os valores reais da sua planta — com encargos no custo-hora e a tarifa industrial da sua unidade.

Os campos laranja estão preenchidos com exemplo. Troque cada um pelo número da sua operação — a conta precisa ser sua, não nossa.
informado por você
informado por você
informado por você
com encargos — seu RH tem
tarifa industrial da unidade
Passo 2

As duas ferramentas, lado a lado

À esquerda, a que foi escolhida pelo menor desembolso. À direita, a dimensionada para a aplicação. Tudo o que estiver em branco é tratado como zero — e some da conta.

Ferramenta A — escolhida pelo preço

A que está hoje no posto
informado por você
histórico da sua manutenção
100% = entrega o catálogo
catálogo da ferramenta
histórico da sua manutenção
informado por você

Ferramenta B — dimensionada

A que a aplicação pede
informado por você
catálogo / histórico
100% = entrega o catálogo
catálogo da ferramenta
catálogo / histórico
informado por você
o tempo é a variável que ninguém olha
O resultado

O preço de compra é o menor número desta tela

Abaixo, o custo acumulado das duas opções ao longo do tempo — compra, reposição, mão de obra perdida, energia, parada e retrabalho.

—
Preencha os campos acima para ver a conta.
Diferença na compra
—
 
Custo total — A
—
 
Custo total — B
—
 
Ponto de virada
—
 
Ferramenta A — escolhida pelo preço Ferramenta B — dimensionada Ponto de virada
Item de custoFerramenta AFerramenta BDiferença
Ruído e vibração não entram neste total. Não por descuido: a legislação brasileira não trata exposição como despesa, trata como condição a ser controlada — e acima do nível de ação o controle deixa de ser opcional, com ou sem EPI. A conta deles vem logo abaixo, contra os limites do Anexo 1 da NR-15 e do Anexo I da NR-09, com a ordem de grandeza do adicional de insalubridade em bloco separado. Ver a segunda conta ↓
A segunda conta

O que a ferramenta entrega quando opera

Ruído e vibração não entram no custo calculado acima — e não deveriam entrar, porque a lei não trata os dois como despesa, trata como exposição a ser controlada. O que entra aqui é o dado declarado da ferramenta que está hoje no posto, comparado com os dois valores de referência da legislação brasileira.

Esta conta é sobre a ferramenta que está no posto hoje. Informar o ruído e a vibração emitidos é obrigação de quem fabrica — e no caso de vibração acima de 2,5 m/s² a NR-09 exige isso por escrito, com a norma de ensaio usada. O número da ferramenta recomendada vem na análise de engenharia que a KOMPRESS devolve, não numa tela: valor de ferramenta sem ensaio declarado não se publica.
catálogo do fabricante · ISO 15744
catálogo do fabricante · ISO 28927
tempo com a ferramenta acionada
Vibração mão-braço NR-09 Anexo I · NR-15 Anexo 8
aren / A(8) resultante
—
Até o nível de ação
—
Até o limite
—

Informe a vibração declarada e as horas de gatilho.

Pressão sonora NR-15 Anexo 1 · dose diária
Máxima exposição permitida
—
Dose diária
—
Mesmo nível, critério q=3
—

Informe o ruído declarado e as horas de gatilho.

De onde vem cada número. Vibração: aren = ahv × √(T/8), procedimento da NHO-10 da FUNDACENTRO, adotada pelo item 5.1.1 do Anexo I da NR-09. O nível de ação de 2,5 m/s² é o item 5.2.2 e o limite de exposição de 5 m/s² é o item 5.2.3 do mesmo anexo; acima do limite, o Anexo 8 da NR-15 caracteriza insalubridade em grau médio. O valor ahv declarado segue a série ISO 28927 e o item 3.3 do Anexo I da NR-09 obriga o fabricante a informá-lo, com a norma de ensaio, para toda ferramenta manual que produza mais de 2,5 m/s² nas mãos do operador. Ruído: a máxima exposição diária permitida é lida direto do quadro do Anexo 1 da NR-15 — 85 dB(A) para 8 horas, dobrando a cada 5 dB(A), até 115 dB(A). Para nível intermediário, o item 4 do anexo manda usar o tempo do nível imediatamente mais elevado, e é assim que esta tela calcula. A dose diária é a fração C/T do item 6: acima de 1,0 a exposição está acima do limite de tolerância; acima de 0,5 está no nível de ação, conforme a alínea "c" do item 9.6.1 da NR-09. O item 5 do Anexo 1 não permite exposição acima de 115 dB(A) a quem não esteja adequadamente protegido. A terceira coluna mostra o mesmo nível pelo critério de q=3 dB da NHO-01 da FUNDACENTRO, que é o usado na avaliação previdenciária — é por isso que o número trabalhista e o previdenciário divergem no mesmo posto. O que esta tela não é. Valor de catálogo serve para comparar ferramentas, não para caracterizar a exposição de um posto: o ensaio de emissão é feito em bancada, vem acompanhado de incerteza declarada e nem sempre reproduz a vibração de uso real. Caracterização de exposição exige avaliação quantitativa por profissional habilitado, e caracterização de insalubridade é matéria da NR-15, não da NR-09 — é o que diz o item 9.2.2.1 da própria NR-09. Vibração de corpo inteiro tem limites próprios e está fora desta conta. A KOMPRESS não mede em campo caso a caso: orienta o levantamento e analisa o dado que a sua equipe coletar.

Fora da conta acima

Se a exposição passar do limite, existe um custo que ninguém lançou na planilha

Exposição acima do limite de tolerância caracteriza insalubridade em grau médio, e o grau médio dá direito a adicional de 20% incidente sobre o salário mínimo — item 15.2.2 da NR-15. Isso não é despesa da ferramenta: é consequência do posto, depende de laudo e pode estar disciplinado na convenção coletiva da sua categoria. Por isso aparece separado, e por isso não somamos ao total acima.

deixamos em branco de propósito — o valor muda todo ano
informado por você

Preencha o salário mínimo vigente para ver a ordem de grandeza.

Conta simples e deliberadamente incompleta: 20% × salário mínimo × operadores expostos × 12 meses. O custo real é maior — o adicional reflete em 13º, férias, FGTS e contribuição previdenciária, e nada disso está somado aqui. Em contrapartida, o adicional não é cumulativo: se ruído e vibração estiverem os dois acima do limite, continua sendo 20%, não 40%, por força do item 15.3 da NR-15. Quem caracteriza é o laudo, não esta tela — e o valor do adicional pode estar substituído ou majorado por norma coletiva. A exposição também é declarada no eSocial, no evento S-2240, que acompanha o operador para efeito de aposentadoria especial.

Próximo passo

Troque a estimativa por número medido

O resultado acima vale o quanto valem as suas estimativas. Para virar dado, alguém precisa medir no posto — e quem tem acesso ao posto é a sua equipe.

É aqui que a KOMPRESS entra: enviamos o roteiro de levantamento com o que medir, onde medir e como registrar cada item — vazão, pressão na ponta da ferramenta, tempo de ciclo, consumo, histórico de parada e de troca, e o que copiar do PGR e do LTCAT que a sua empresa já tem para ruído e vibração. Você levanta na sua planta; nós orientamos o que registrar e tiramos as dúvidas durante o processo.

Com os dados na mão, devolvemos a análise de engenharia de aplicação: a conta refeita com os seus números medidos, a recomendação por posto e a estimativa de ganho. Sem levantamento, não emitimos número — preferimos dizer que não sabemos.

Como a conta é feita. mão de obra perdida = (1 − performance) × horas/dia × dias/ano × custo-hora · energia = consumo de ar (m³/h) × horas/dia × dias/ano × 0,106 kWh/m³ × R$/kWh · parada = horas paradas/ano × custo-hora · reposição = preço × número de trocas no período. Tudo multiplicado pelo número de ferramentas em uso. O fator 0,106 kWh por m³/h é o consumo de referência de um compressor parafuso moderno de médio porte — é o único coeficiente que não vem de você. Valorizar a hora parada pelo custo hora-homem é uma escolha conservadora: não inclui margem perdida nem atraso de entrega. Já o termo de performance é o mais sensível da conta — ele assume que a fração de desempenho não entregue corresponde a hora paga sem produção. Se na sua operação a perda aparece como ciclo mais longo e não como operador parado, reduza a diferença de performance entre as duas colunas: o resultado cai junto. Todos os valores são estimativas informadas por você — a KOMPRESS não mede em campo caso a caso; orienta o levantamento e faz a análise sobre o dado que a sua equipe coletar. Ruído e vibração ficam fora deste total e são tratados em bloco próprio, contra os limites da norma: exposição depende da jornada e do posto, e a caracterização exige avaliação quantitativa por profissional habilitado.